Uma história digna de roteiro tem agitado a Austrália e o debate nas redes: a modelo erótica Lucy Banks, de 33 anos, acabou denunciada à polícia… pelas próprias amigas. O motivo? A carreira dela no OnlyFans.
Lucy trabalhava em banco, tinha a vida “padrão”, mas após o divórcio em 2019 decidiu apostar no conteúdo adulto para sustentar os dois filhos. A escolha deu certo financeiramente, mas virou munição para julgamentos pesados.
O caso ganhou contornos de novela quando amigas próximas decidiram que Lucy estava “colocando os filhos em risco”. Elas não só espalharam a rotina dela como foram além: assinaram o canal no OnlyFans para monitorar de perto o que a modelo fazia. Depois, bateram à porta da polícia, de órgãos de proteção à criança e até da escola dos meninos.
“Minha transição de mãe casada, com carreira no setor bancário, para mãe solteira trabalhando no OnlyFans pareceu muito repentina para muitas pessoas. Acho que a única conclusão que fez sentido para elas foi que eu tinha perdido a cabeça”, contou Lucy ao News.com.
O cerco ficou tão grande que chegou dentro de casa. Um dia, o filho mais velho, de apenas 10 anos, perguntou sem rodeios:
— Mãe, você tem OnlyFans?
Lucy disse que esse foi um dos momentos mais difíceis, mas preferiu encarar a verdade com naturalidade.
O clima ficou ainda mais pesado quando ela mesma precisou chamar a polícia após um encontro desconfortável com um assinante. Foi nesse momento que descobriu que já havia pelo menos cinco queixas contra ela.
Mesmo com o alvoroço, nada avançou oficialmente. Lucy nunca foi investigada. Para ela, tudo não passou de preconceito travestido de “preocupação”. “Ser acusada de ser uma mãe ruim foi horrível, mas logo me recuperei. Eu sou uma mãe excepcional”, disparou.
Lucy desabafou que, independentemente do caminho que tivesse escolhido, seria alvo de críticas:
“Se eu continuasse no banco e deixasse meus filhos na creche das 6h às 18h, as pessoas teriam me julgado. Se eu vivesse de pensão alimentícia, me julgariam. Se eu não trabalhasse, também me julgariam”.
Hoje, ela garante que os meninos levam uma vida normal e nem se importam com a carreira da mãe. “Eles são crianças típicas, muito mais preocupadas com jantar no McDonald’s e praticar esportes.”
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