A gestão da prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida, vem acumulando números que indicam desempenho preocupante à frente da administração municipal. Enquanto investe fortemente na comunicação e nas redes sociais — o que lhe rende, para críticos, a imagem de “prefeita TikTok” — os dados oficiais apontam dificuldades no equilíbrio das contas públicas.
Informações do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN), com base nos Relatórios Resumidos da Execução Orçamentária (RREO), mostram que tanto no encerramento do primeiro mandato quanto no início do segundo a Prefeitura deixou despesas sem o devido pagamento, transferindo dívidas para os exercícios seguintes.
Em 2024, último ano do primeiro mandato, foram liquidados R$ 142.676.971,49 em despesas, mas pagos apenas R$ 138.454.469,18. A diferença resultou em um passivo de R$ 4.222.502,31, empurrado para o exercício seguinte.
O quadro se agravou em 2025. Ao longo do ano, a gestão empenhou R$ 165.038.895,46 e liquidou R$ 159.509.189,16, mas pagou somente R$ 151.372.365,25. O novo saldo negativo ultrapassou R$ 8 milhões, novamente transferido para o exercício posterior.
Os números contrastam com o discurso de responsabilidade fiscal adotado pela administração e acendem alerta entre órgãos de controle e a população. O acúmulo de restos a pagar compromete investimentos, pressiona o orçamento municipal e limita a capacidade de manter e ampliar serviços públicos.
Enquanto isso, Pau dos Ferros segue convivendo com contas que não fecham e com a repetição de um modelo de gestão que, na prática, adia problemas financeiros para o futuro.
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